sábado, 23 de abril de 2011

Dest-erro.

Eu quero um trecho que marque a cara do meu erro, para que eu nunca mais esqueça:

Meu erro é filho da puta. É grande, é gordo e cheira mal; meu erro é assim, impossível de me passar despercebido. É um erro do caralho.

Devo dizer, caros, que a pior parte do meu erro é ser um bis. É um bis de um show ruim. É uma reincidência, que carrega uma incapacidade torturante.

Meu erro é um texto péssimo. Mas é meu. E é tão meu que se entranha e se faz presente em cada extremidade. Mais ainda dentro.

Vou contar:

Meu erro montou acampamento no meu coração. E quer terra, veja só.
Mas, como dói assentar um erro! Você já tentou?
Dói devagarinho.
Porque ele remexe a terra com unhas grandes e destrói o que estava construído antes.
Um erro não faz carinho, nem fala no ouvido; ele arranha.

Que seja.
A mesma veia cava da angústia, reconstrói.
E talvez sua função, meu erro, tenha sido o desterro.
Tenha sido amaciar a terra desse terreno baldio que é o meu coração.

3 comentários:

Jean Nominato disse...

Perfeito!!!

Bárbara disse...

Gosto dessa função da arte, e muito bem exercida frequentemente pelo escritor, de nos confortar expressando sentimentos que nem sempre conseguimos expressar.


Você é foda.

b. girauta disse...

o erro há de ser a solução..