terça-feira, 2 de junho de 2009

Ritual


Ontem, comemoramos 1 ano de Corujão da Poesia e Música de Niterói.
Li um texto que fiz, de nome "Ritual", pensando nas tantas corujas que encontro por lá.
Hoje, estendo a dedicatória aos meus amigos corujas, filhos da noite, admiradores da beleza e da cultura; sábios.


Ritual

Botem a roupa, tirem as máscaras!
Lavem a louça: queremos mãos ásperas.
Abram as asas, deixem o ninho
Em casa de coruja não entra passarinho.

Honrem o título, sábios que são!
Tragam o corpo, caneta e violão.
Que sãos e loucos encham os copos!
Não há patrulha no portão.
Que lâmpadas e gênios encham o saco!
Coruja não gosta de iluminação.

Sejam! Sem medo do açoite.
Bom selvagem é pra burguesia.
Coruja é bicho da noite,
Mas morde de noite ou de dia.

Reúnam-se, façam história!
Questionem o sim e o não.
Lá fora somos a escória,
Cravejada de ostentação.


Tainá L. - 01/06/09, aniversário de uma flor.

5 comentários:

Thábata Thomé disse...

Dá pra comentar sobre algo assim? Só uma coisa: Vontade de ir correndo presse lugar!

Inamovível disse...

O bom de ler algo seu é o fato de ele não ser prolixo e sim envolvente,daqueles que a gente lê,rele,"(re)e lê" sempre com o medo de estar chegando ao final.
Demasiadamente inteligível,parabéns!

Beatriz disse...

caramba! vim aqui antes e estava tão envolvida com você ao telefone e lendo o poema de novo, que achei que tivesse comentado e não o fiz!
adorei esse, como adoro todos, e não só por ser admiradora sua, como também do seu trabalho.
é sério, você escreve com uma paixão linda, coisas lindas. dessa forma, terá um grande futuro.
beijo, te amo.

ps: aaaain, adoreeeei! *-* ahahaha

carine disse...

tão linda e doce quanto um conto de fadas.

Alê disse...

adorei o blog, adorei a postagem, adorei tudo!
parabéns :)