sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Tristezas são belezas apagadas
"... belezas são coisas acesas por dentro, tristezas são belezas apagadas"
sábado, 24 de novembro de 2012
"Em cada caso, minha sensualidade, para só falar dela, era tão real que, mesmo por uma aventura, eu renegaria pai e mãe, mesmo se tivesse de lamentá-lo amargamente. Que digo eu! Sobretudo por uma aventura de dez minutos, e mais ainda, se eu tivesse a certeza de que ela não teria futuro".
(Albert Camus, A Queda, pág 47)
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
"E de repente eu estava gostando dele, num descomum, gostando ainda mais do que antes, com meu coração nos pés, por pisável; e dele o tempo todo eu tinha gostado. Amor que amei – daí então acreditei.
(...)
Um Diadorim só para mim. Tudo tem seus mistérios. Eu não sabia. Mas, com minha mente, eu abraçava com meu corpo aquele Diadorim-que não era de verdade. Não era?
(...)
Diadorim deixou de ser nome, virou sentimento meu
(...)
Aquilo me transformava, me fazia crescer dum modo, que doía e prazia. Aquela hora, eu pudesse morrer, não me importava.
(...)
Abracei
Diadorim, como as asas de todos os pássaros.
(...)
(...)
:
amor é a gente querendo achar o que é da gente."
(Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas, trechos)
(...)
Um Diadorim só para mim. Tudo tem seus mistérios. Eu não sabia. Mas, com minha mente, eu abraçava com meu corpo aquele Diadorim-que não era de verdade. Não era?
(...)
Diadorim deixou de ser nome, virou sentimento meu
(...)
Aquilo me transformava, me fazia crescer dum modo, que doía e prazia. Aquela hora, eu pudesse morrer, não me importava.
(...)
Abracei
Diadorim, como as asas de todos os pássaros.
(...)
(...)
:
amor é a gente querendo achar o que é da gente."
(Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas, trechos)
terça-feira, 13 de novembro de 2012
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Pra você, Yang
Se eu pedir, você morde forte. Nina Simone sabe tudo sobre nós. Tudo é muito mais do que eu sei. Eu fico sem saber de nada quando você anda assim, nessa fúria de fera mordida, gata, cabelos de chicote, lindos. Eu fico sem saber quanto calor consegue transpirar seu corpo, quantas são as curvas dessa vertigem - nem Hichcock dirigiria, só Nina, que espreita o balanço de nossas sombras, balança o silêncio onde descansam nossos suspiros; Nina sabe quantos dedos seus mistérios casam. Me deixa te usar de aliança, te guardar na minha mão, desfilar seus sins, tocar os sinos das suas demoras. Me deixa bater boca contigo. Bate boca comigo. Bate a boca na minha; a língua, o livro, o verso. Bate o seu verso no meu verso, tuas costas nas minhas, tuas linhas no meu ponto final.
Fica comigo, sonha comigo, diz que me quer, que eu também quero, mas, quando eu pedir, você morde forte. Não me deixa gostar. Traça um ponto de fuga, me beija, mas aponta meu norte, me diz a hora. Eu quero você, mas quando a Nina para de cantar é veia aberta, cava o pulso, gaze na boca, eu mordo forte.
Fica comigo, sonha comigo, diz que me quer, que eu também quero, mas, quando eu pedir, você morde forte. Não me deixa gostar. Traça um ponto de fuga, me beija, mas aponta meu norte, me diz a hora. Eu quero você, mas quando a Nina para de cantar é veia aberta, cava o pulso, gaze na boca, eu mordo forte.
segunda-feira, 23 de julho de 2012
Pelotas, 20 de julho
É a cidade do doce. Eu..., você conhece. Minha vontade era de dez, mas comprei dois doces de amêndoas, uma água e encontrei um cantor de rua no parque. Ele usa uma lata de azeite como porta-microfone e toca uma vassoura. Os olhos abrem mesmo é quando o ouvido percebe que o som não vai mal. Quando sentei na grama, ele cantava uma composição própria - algo como "a moça da padaria tentou, mas não pode me dar um sonho". Achei graça.
Veja, agora começa "brinquedo de sex-shop" - "fiz prum amigo", ele explica.
Minha terceira mordida é embalada pela máxima "tudo o que você me fala, você aprendeu no google". O cara é divertido. Mas que mordida, que doce delicado...; o estômago geme.
Férias: hora de esquecer o tempo e ver a cidade respirar.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Cara de boa de cama
Muito mais difícil do que ser bonito, é ter charme. Charme é uma beleza inteligente. Pessoas que se cuidam, sei lá, que subitamente ganham muito dinheiro, que gastam algum tempo da vida nessa função, naturalmente, de um modo ou de outro, acabam se encaixando no parâmetro comum de beleza. O charme é mais. Mas o problema mesmo, mais do que ter charme, mais do que ser bonita, é ter cara de boa de cama. Isso é um perigo. Sobretudo porque, quase sempre, essa cara tal acompanha um charme inacreditável. ai ai ai. Cara de boa de cama. É isso. Fudeu.
Assinar:
Postagens (Atom)
